“A Chácara dos Meninos de Quatro Pinheiros é, antes de tudo, uma manifestação da crença no ser humano. Nela resta assentado que as crianças e adolescentes podem vir a ser, pelo processo educativo, sujeitos de uma história diversa da marginalidade e/ou delinquência. Passam a ter identidade própria, deixando para trás denominações pejorativas, como “menino de rua”, “trombadinha”, de “alta periculosidade”, e “irrecuperável.”
Olympio de Sá Sotto Maior - Procurador Geral de Justiça do Estado do Paraná
“Acredito que a maior conquista da chácara, e é difícil falar em uma só porque são muitas, foi a delimitar um espaço, fazendo com que a sociedade acreditasse que a educação era o melhor caminho. A sociedade tenta esconder isso, e o Fernando trouxe a consciência de que é sim responsabilidade de todos. O Fernando incomoda, com a sua simplicidade, com a forma como acolhe os meninos, ele denuncia a hipocrisia e o descaso da sociedade. E isso com um modelo pacífico, sem agressão. A Chácara soluciona sem recursos e sem luxo o que a sociedade diz que não dá para fazer.
E para mim foi uma grande referência. Sou uma outra pessoa, a Chácara me significa, dá razão para minha existência social. Transformou valores abstratos em algo óbvio, real, prático. Vejo o mundo diferente, com outro sentido.”
Araci Asinelli da Luz - Professora Doutora da Universidade Federal do Paraná
“O nascimento da Chácara foi um sonho que se tornou realidade. Um sonho de meninos e educadores e que, pelo empenho de todos, mas principalmente do Fernando de Gois, tem mudado a vida de tantos garotos. A proposta de atendimento tem surtido excelentes resultados, garantindo assim novas perspectivas de vida para os garotos que, na maioria dos casos, desde tenra idade são vítimas da violência, do descaso da família, da sociedade e do poder público.”
Graciela Maria Drechsel - Fundação de Ação Social